quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Escritório caseiro: Saiba como criar um espaço em que lazer e trabalho não se confundam

Fugir do estresse do escritório, dos chefes e do trânsito para se aproximar da família e melhorar a qualidade de vida são alguns dos argumentos que levam à escolha de trabalhar em casa. Mas não basta colocar o computador em cima da mesa de jantar. É preciso organizar o espaço para que as distrações do dia a dia não interfiram na produtividade. A localização do chamado home office, porém, não é consenso entre os arquitetos. Daniel Mangabeira, por exemplo, prefere instalar os escritórios em áreas de passagem: “O melhor é fugir das áreas nobres da casa — como a sala de estar e os quartos — e partir para circulações, como corredores, onde fica mais fácil adaptar a necessidade à falta de espaço”, justifica. Já Carolina Nóbrega costuma, em seus projetos, levar o escritório para perto da porta de entrada. “É melhor para receber clientes. Assim, não é preciso levá-los para dentro de casa”, defende.

Para a arquiteta Dora Lettier, o local onde será instalado o escritório depende do objetivo de uso. “No projeto, é importante analisar se o uso será para trabalho ou estudo e se será para uso pessoal ou coletivo”, detalhar. A ambientação, segundo Dora, será de acordo com os hábitos e o perfil do morador. “Geralmente, sugerimos que esses espaços fiquem próximos ao hall de entrada: isso facilita o recebimento de pessoas, mantendo a privacidade da casa. Se o espaço for mais intimista, para estudo, por exemplo, pode-se projetá-lo na parte mais íntima da casa” .

Quanto à iluminação, o melhor é se aproveitar da luz natural, com bancada perpendicular ou frontal à janela. “Assim, a leitura não fica prejudicada”, explica Daniel. Se não for possível, o ambiente deve ser iluminado da melhor forma possível, com lâmpadas fortes. “O espaço precisa ficar bem claro para ser agradável e não dar sono”, acrescenta Carolina. Para Dora, a iluminação artificial resolve qualquer tipo de demanda: “Podemos ter várias sensações, para uma leitura informal ou para um trabalho que precise de mais concentração e motivação”.

Outro ponto importante para que o trabalho em casa funcione é prestar atenção na ergonomia do espaço, ou seja, escolher cadeiras e mesas adequadas para o uso do computador, que não cansam a coluna e a visão. “O melhor é preferir materiais resistentes para a bancada, como fórmicas, vidros e laminados de madeira, que aguentam bem o uso contínuo”, sugere Daniel.

Além das dicas para montar o espaço, o principal conselho para o sucesso de se trabalhar em casa é a organização: tratar o escritório caseiro como se fosse o trabalho formal, esquecer os pijamas, guardar todos os documentos com cuidado, não deixar a rotina da casa interferir no trabalho e, principalmente, tomar cuidado com o tempo e as distrações.

O home office criado pelo arquiteto Daniel Mangabeira fica perto da janela para captar a luz natural. Ele foi instalado ao lado do Home Theater para aproveitar o espaço.

Trabalhando em casa

Pontos positivos

- Controle sobre o fluxo de trabalho

- Adaptação do espaço à produtividade pessoal

- Independência de horários

- Economia de tempo

- Economia com o custo de transportes

- Possibilidade de melhor qualidade de vida

- Flexibilidade

- Mais tempo com a família

- Menos preocupação com o que vestir

Pontos negativos

- Dificuldade para separar o ambiente de trabalho do pessoal

- Preconceito: trabalho em casa, muitas vezes, é visto por alguns como preguiça, improviso ou falta de profissionalismo

- Falta de espaço para reuniões

- Dificuldade para se concentrar

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Setor da construção civil pretende superar PIB em 2011

As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 representam boas perspectivas para o setor da construção civil. Ainda em 2011, o setor espera crescer 6%, crescimento maior do índice esperado para o Produto Interno Bruto (PIB). A informação foi divulgada pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady, após um encontro com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, na última sexta-feira. "É uma expansão significativa, porque parte de base negativa em 2009 e que, em 2010, foi de 11%", destacou.

Segundo ele, vários projetos foram discutidos na audiência com a ministra, como o ‘Sanear é viver’, apresentado pela CBIC ao governo e que prevê investimentos de R$ 3 bilhões nas companhias de saneamento estaduais e municipais. A entidade apresentou sugestões como a criação de um fundo federal para ajudar as companhias de saneamento a planejar a ampliação da infraestrutura, com isenção tributária.



Fonte Correio Braziliense

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Imóvel novo ou usado? Antes de decidir, veja o que levar em conta

O crescimento da economia, aliado aos programas públicos de incentivo ao setor imobiliário, tem influenciado no aumento das vendas de imóveis. Esse cenário vem apresentando reflexos no número de financiamentos e impulsionado as vendas de imóveis novos. Ainda assim, o mercado de usados não registra quedas e garante seu espaço no mercado.

Para quem está à procura da casa própria, a dúvida entre escolher um imóvel novo ou um usado pode persistir. Afinal, o que vale a pena? Como toda a escolha, essa envolve fatores econômicos, pessoais e até emocionais. “Escolher entre um imóvel novo e um usado é como escolher entre um carro novo e um usado: existem muitos fatores por trás disso”, afirma o vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Elbio Fernández Nera.

Considerando os pontos objetivos, contudo, é possível traçar um perfil desses dois tipos de imóveis para ajudar os mais indecisos nessa difícil escolha. Para muitos, o preço é um fator determinante para a escolha. “Um imóvel usado pode ser até 50% mais barato que um novo localizado no mesmo bairro”, calcula o presidente do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis, José Augusto Viana Neto.
Gastos com manutenção

O valor do imóvel pode ser determinante, mas não deve ser o único fator a ser considerado por quem está a procura da casa própria. Se os gastos são importantes, aqueles destinados à manutenção devem ser levados em conta. Por isso, aquele que escolher um imóvel novo deve adotar cuidados. “Um imóvel novo só começa a ter manutenção após três anos de uso”, afirma Viana. “Depois, os gastos são os mesmos de qualquer imóvel”, lembra.

Isso significa que, no fim das contas, a economia com manutenção que o comprador tem com o imóvel novo não é tão grande assim para determinar a escolha. Principalmente se for levado em conta que existem imóveis usados em ótimas condições, que não requerem tantos gastos com manutenção.

Por outro lado, aqueles que escolherem imóveis usados podem ter surpresas e acabar gastando com reformas. “Na maioria das vezes, vale a pena reformar”, afirma Viana. “Porque você personaliza o imóvel a seu gosto”. Por outro lado, o que parece uma vantagem pode trazer prejuízos, se a reforma não for bem avaliada.

Por isso, ao optar por um usado, o futuro proprietário deve fazer uma vistoria completa. “Tem de olhar atentamente o estado de conservação desse imóvel”, considera Nera. “É muito importante ficar atento à umidade nas paredes, elas denunciam problemas com vazamento, e a parte elétrica do imóvel”, afirma Viana.

Possíveis vantagens e desvantagens
Deixando o bolso um pouco de lado e atentando às conveniências que cada tipo de imóvel pode oferecer, os especialistas ouvidos apontaram algumas diferenças entre os imóveis novos e usados. “Os imóveis novos são mais modernos e possuem espaços sociais maiores, além da segurança e tecnologia”, afirma Nera, referindo-se aos apartamentos. "Por outro lado, os imóveis usados geralmente são maiores”, completa.
Além disso, o perfil do comprador determina a escolha, como acrescenta Viana:

Famílias com crianças: “para esse tipo de família, o ideal são os imóveis novos em condomínios, porque existe a necessidade de lazer, que é oferecido por esse tipo de imóvel”, afirma o presidente do Creci-SP.

Casal em início de carreira e famílias em formação: “nesses casos, o ideal são imóveis usados em boas condições, porque eles são mais baratos e esse tipo de perfil não tem necessidade de tantos equipamentos de lazer. Com isso, eles têm despesas menores”, diz.

Idosos: “também para eles o ideal são imóveis usados, por causa dos custos, que são menores. Nesses casos, eles devem privilegiar condomínios pequenos e de preferência de casas”, ressalta.

Está tudo decidido

Após a escolha, as diferenças não persistem tanto. O processo de compra de um imóvel novo é praticamente o mesmo de um usado. “No caso dos imóveis novos, a preocupação que a pessoa deve ter é com relação ao histórico da incorporadora e da construtora”, lembra Viana.

Na compra de um imóvel novo, as empresas devem apresentar uma série de documentos que comprovem a boa saúde jurídica e financeira delas que permitam a entrega do imóvel. Viana explica que, no caso dos imóveis usados, esses documentos devem ser apresentados pela pessoa física proprietária do bem.

No que se refere aos financiamentos, também há certas diferenças. No caso dos usados, muitas vezes, é exigida uma entrada de, no mínimo, 20% do valor total. Contudo, esse cenário está em mudanças. “Hoje, os financiamentos que existem para imóveis novos existem para imóveis usados”, afirma Nera.

Fonte: Infomoney notícias

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Setor imobiliário no DF continua em expansão

Pesquisa realizada pelo Sindicato da Habitação no Distrito Federal (SECOVI-DF), entre os meses de agosto e setembro, aponta que o mercado imobiliário da Capital Federal continua aquecido. O Plano Piloto continua com um dos metros quadrados mais elevados do DF, cerca de R$ 7 mil para apartamentos de dois dormitórios. O dado foi divulgado no boletim de conjuntura imobiliária elaborado pelo SECOVI-DF em parceria com a empresa júnior Econsult, ligada ao departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB).

Águas Claras é considerada a região que possui a maior rentabilidade com alta de 0,48% e 0,45% para as quitinetes e os apartamentos de um dormitório, respectivamente. O resultado é visto como um incremento do poder aquisitivo da classe C. Os imóveis em Águas Claras são uma boa alternativa para quem deseja investir em moradia.

No setor de imóveis comerciais, os maiores preços de venda e aluguel são encontrados em Águas Claras e Brasília. O aluguel de uma sala comercial na localidade custa cerca de R$ 1,5 mil. O custo de uma loja em Brasília varia conforme a localização, entre R$ 484 e R$ 280 mil de acordo com a metragem. Já os financiamentos destinados ao setor habitacional continuaram em alta, com variação positiva de 3,9%. O fato comprova a permanente expansão do mercado imobiliário no Brasil e no DF.
 
Fonte: site vida imobiliária