terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Expansão do setor imobiliário em Brasília continua em 2011

O mercado imobiliário no Distrito Federal projeta um crescimento superior a 20% em 2011. Embaladas pelos bons números, as empresas do setor acreditam que a expansão de 2011 deve ultrapassar o percentual de 25%. Dados mais recentes apontam que o valor médio do metro quadrado de um apartamento de três quartos em Brasília é de R$ 7.387, o mais alto. Em seguida, vem o do Guará, com R$ 4,9 mil, e o do Cruzeiro, com R$ 4,62 mil.

Entre as regiões administrativas, as mais valorizadas foram Águas Claras e Plano Piloto. O motivo desse crescimento se deve, basicamente, à disponibilidade de crédito dos bancos, que oferecem grande parte de seus financiamentos ao setor imobiliário. “Outro fator que permitiu um incremento do crédito foi justamente o aumento de renda da população. Houve uma migração da classe D para a C, ampliando a demanda por
imóveis e, consequentemente, aumentando a rentabilidade”, explica João Costa, diretor de projetos da Econsult, empresa de consultoria imobiliária.

Segundo Lincoln Marinho Xavier, superintendente de uma incorporadora que atua no país e no exterior, Águas Claras foi um dos melhores exemplos do processo de valorização. “No último ano, por exemplo, a região se valorizou na faixa de 15%, o que é bastante significativo”, diz. Águas Claras começou a ser construída na década de 1990. Antes de se tornar região administrativa, em 2003, a área era um bairro de Taguatinga. A cidade é considerada o maior canteiro de obras da América Latina.


Crédito Imobiliário

No primeiro semestre de 2010, a atividade da construção civil situou-se em 54,9 pontos percentuais. Entre os setores que apresentaram crescimento, o que mais expandiu foi a construção de edifícios, com a maior evolução no nível de atividade, atingindo 55,4 pontos. Segundo o presidente da Secovi, Carlos Hiram Bentes, esse aumento no setor de construções se deve ao fato de que os financiamentos habitacionais passaram a ser vistos com mais interesse tanto pelos bancos públicos como pelos particulares. “O programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, oferece muitas vantagens para pessoas de baixa renda. Ao abrir oportunidade a essa faixa social, criou-se um estímulo para as construtoras”, declara Bentes.

Para a superintendente regional da Caixa Leane Cardoso Mundim, a regularização do Sistema Financeiro Imobiliário, em conjunto com o cenário econômico atual, incentivou a demanda habitacional e o fornecimento de crédito pelos bancos. “No mercado como um todo, as novas regras, como a ampliação no prazo do financiamento e a redução dos juros, facilitaram muito o acesso ao crédito para a população de todas as faixas de renda. O Programa Minha Casa, Minha Vida, em particular, fornece subsídios a famílias cuja renda é de zero a três salários mínimos, além de diminuir os processos mais burocráticos”, compara Leane.