quinta-feira, 3 de março de 2011

Apartamentos em Águas Claras chegam a superar em R$ 10 mil os do Guará

Os apartamentos em Águas Claras estão mais valorizados. De acordo com levantamento do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi), os imóveis de dois quartos superam os do Guará, A diferença média entre eles é de R$ 10 mil. Enquanto isso, os demais preços no mercado de vendas estão praticamente estáveis, desde novembro. As opções mais caras no Distrito Federal continuam no Plano Piloto, nas asas Sul e Norte, onde imóveis residenciais de três quartos valem, em média, R$ 850 mil. A segunda área mais encarecida, nesta categoria, é o Guará, embora a média das ofertas não ultrapasse a metade desse preço.

As imobiliárias sustentam que essa discrepância entre os dois valores é justificada pela oferta reduzida de imóveis no centro da capital federal e pela alta procura. A disputa de preços mais equilibrada, portanto, fica a cargo das regiões administrativas mais próximas do Plano, como Águas Claras, Cruzeiro, Guará e Sobradinho. O professor de planejamento urbano Benny Schzasberg, da Universidade de Brasília, acredita que o crescimento dessas áreas e a proximidade entre algumas delas podem levar ao nivelamento dos preços.

Na opinião dele, Águas Claras e Guará, que hoje se alternam no quesito valorização, podem ser as primeiras a chegar a esse equilíbrio. “Águas Claras ganhou muito com o metrô e com a proximidade de Taguatinga, que tem o comércio estruturado. Enquanto isso, o Guará, mais antigo, tem a oferta de serviços consolidada. Ainda que, de um lado, os prédios novos ofereçam mais modernidade, os padrões são semelhantes e os preços devem se equiparar em algum momento”.

Mas o diretor da imobiliária Mgarzon, Fabrício Garzon, acredita que a venda de apartamentos em Águas Claras deve seguir uma valorização diferenciada. “Os projetos têm mais liberdade para trabalhar as áreas comuns. Por isso, tenho visto à disposição dos consumidores produtos melhores, mais arrojados, com arquitetura mais moderna. Além disso, os problemas de infraestrutura e o de trânsito da EPTG estão sendo resolvidos aos poucos, o que torna a oferta mais atraente.”


Fonte: Correio Braziliense