Os apartamentos em Águas Claras estão mais valorizados. De acordo com levantamento do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi), os imóveis de dois quartos superam os do Guará, A diferença média entre eles é de R$ 10 mil. Enquanto isso, os demais preços no mercado de vendas estão praticamente estáveis, desde novembro. As opções mais caras no Distrito Federal continuam no Plano Piloto, nas asas Sul e Norte, onde imóveis residenciais de três quartos valem, em média, R$ 850 mil. A segunda área mais encarecida, nesta categoria, é o Guará, embora a média das ofertas não ultrapasse a metade desse preço. As imobiliárias sustentam que essa discrepância entre os dois valores é justificada pela oferta reduzida de imóveis no centro da capital federal e pela alta procura. A disputa de preços mais equilibrada, portanto, fica a cargo das regiões administrativas mais próximas do Plano, como Águas Claras, Cruzeiro, Guará e Sobradinho. O professor de planejamento urbano Benny Schzasberg, da Universidade de Brasília, acredita que o crescimento dessas áreas e a proximidade entre algumas delas podem levar ao nivelamento dos preços.
Na opinião dele, Águas Claras e Guará, que hoje se alternam no quesito valorização, podem ser as primeiras a chegar a esse equilíbrio. “Águas Claras ganhou muito com o metrô e com a proximidade de Taguatinga, que tem o comércio estruturado. Enquanto isso, o Guará, mais antigo, tem a oferta de serviços consolidada. Ainda que, de um lado, os prédios novos ofereçam mais modernidade, os padrões são semelhantes e os preços devem se equiparar em algum momento”.
Mas o diretor da imobiliária Mgarzon, Fabrício Garzon, acredita que a venda de apartamentos em Águas Claras deve seguir uma valorização diferenciada. “Os projetos têm mais liberdade para trabalhar as áreas comuns. Por isso, tenho visto à disposição dos consumidores produtos melhores, mais arrojados, com arquitetura mais moderna. Além disso, os problemas de infraestrutura e o de trânsito da EPTG estão sendo resolvidos aos poucos, o que torna a oferta mais atraente.”
Fonte: Correio Braziliense