As principais razões desse avanço são duas: a falta de terrenos disponíveis para construção e a boas condições financeiras dos moradores, o que acaba elevando a procura, mesmo com preços já estando em um alto patamar.
Enquanto há demanda, as incorporadoras e imobiliárias chegam a vender imóveis por até R$ 10 mil o metro quadrado, em localidades como a margem do lago Paranoá. Em caso de apart hotéis ou flats, chega-se a R$ 12 mil o metro. São valores equivalentes aos da Vila Nova Conceição, reduto da burguesia paulistana, onde os lançamentos são raros pela falta de terrenos disponíveis. “E por que não valeriam o mesmo?”, questiona Hiram David, presidente do Secovi-DF, o sindicato da habitação.
O Plano Piloto de Brasília é tombado, o que lhe garante a preservação da área verde e também da vista - afinal, não haverá um infinito de construções na região. Também não será permitido derrubar blocos de seis andares para se construir arranha-céus. A cidade tem o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, comparável aos níveis de Suécia e Noruega, e também a maior renda per capita.
Migrando para Águas Claras
Com a falta de terreno para construção na área central de Brasília, um dos locais mais procurados por construtoras e imobiliárias é Águas Claras. Responsável pelo maior canteiro de obras da América Latina, a cidade dispõe de diversos fatores que contribuem para o seu crescimento como boa localização e acessibilidade. Foi a cidade que mais cresceu desde 2003, quando foi declarada RA deixando de ser apenas um bairro de Taguatinga.
A maior rentabilidade registrada pela região de Águas Claras é vista pelo mercado como um resultado do incremento do poder aquisitivo da classe C. Para essa faixa de renda, os imóveis em Águas Claras são uma boa alternativa de investimento e moradia, o que explica o aumento de demanda por imóveis e o consequente aumento na rentabilidade destes.
Com informações do IG