quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Morar em apartamento

Com informações do site "abril.com"



Segurança, lazer e outros atrativos têm levado cada vez mais pessoas a morar em apartamentos. Mas existe a parte difícil dessa empreitada: viver em condomínio.

Enfim, concretizou-se a compra do tão sonhado apartamento. Você economizou um pouquinho aqui e ali, pagou as parcelas do seu imóvel, deu uma reajustada no orçamento e enfim vai morar no que é seu. Depois de dar uma repaginada no seu apartamento, chegou a hora de passar pra dentro e curtir a paz e o sossego de um lar doce lar. Até que...um belo dia você acorda com com a música alta do seu visinho de cima ou o latido do cão do visinho ao lado. Estes são desafios que podem ser enfrentados por quem mora em apartamentos. Mas calma, isto nem sempre acontece e você pode comprar tranquilo seu apartamento porque agora, temos algumas dicas de como se conviver bem entre a visinhança do seu prédio.

Para quem está na fase da escolha do imóvel, os primeiros passos para evitar enroscos são ficar a par da administração dos recursos e investigar se o perfil dos moradores e a rotina do local combinam com seu estilo de vida. Peça para verificar a ata das assembléias, onde consta a rotina do prédio. Ela pode dar sinal verde ou vermelho para o negócio.

A arte de compartilhar

Cada condomínio tem suas particularidades. A administradora de empresas Zélia Lacerda, de São Paulo, procurou um local onde houvesse bastante criança para fazer companhia à sua filha, Vitória, de 8 anos. "Um casal idoso não acharia a menor graça na barulheira da molecada", reconhece. E, como morou mais de uma década numa casa, Zélia estranha a falta de privacidade do novo endereço. "Todo mundo f ica sabendo de qualquer coisa que acontece", comenta. Segundo a socióloga Ana Mércia, conf litos na convivência surgem justamente da contradição entre a tendência de as pessoas se agruparem, especialmente nas grandes cidades, pautadas pela verticalização, e a ânsia por privacidade. "Hoje vivemos tempos mais individualistas. Não é fácil tolerar o que é diferente da gente", argumenta Mércia. Para evitar confusão e estabelecer direitos e deveres, além de organizar a gestão dos negócios, os condomínios elaboram uma convenção, que funciona como uma constituição. "Um condomínio é democrático desde que exista a participação dos moradores", diz Hubert Gebara, vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Faça valer as leis.

Gentilezas fazem a diferença

Os vizinhos olham torto para você? Atenção às dicas de comportamento:

Elevador. "Valem regras à moda antiga - por exemplo, os mais velhos entram primeiro. Também não custa manter a porta aberta para aguardar um morador que esteja se aproximando", diz a jornalista Márcia Zoladz, de São Paulo.

Garagem. Não estacione nem sequer um "minutinho" na vaga de outro. O dono aparece quando a gente menos espera.

Crianças. "Evite autorizar brincadeiras que perturbem o vizinho de baixo. Convém até instalar um piso que absorva ruídos", aconselha a consultora de etiqueta Glória Kalil.

Animais. Escolha raças dóceis como lhasa apso e maltês, e que se adaptem à ausência do dono. Não deixe o cão sozinho em casa latindo sem parar.